Epopéia
paulista
Mais de um século após ser inaugurada em São Paulo, a Estação da Luz ganha
um painel temático de concreto colorido no qual a artista plástica Maria
Bonomi relembra a saga dos imigrantes que fizeram a cidade
Um painel com 73 metros
de comprimento por 3 metros da altura mexe com a memória das 30 mil pessoas/hora
que circulam, apressadas, pela Estação da Luz, em São Paulo. Trata-se
da maior obra da artista plástica Maria Bonomi, inaugurada em dezembro:
Epopéia Paulista, que homenageia os imigrantes que fizeram a história
da cidade. A própria Maria é neta de um deles: seu avô construiu o primeiro
arranha-céu de São Paulo, o edifício Martinelli. Conhecida internacionalmente
como gravurista, ela já decorou outros espaços urbanos amplos, como o
Memorial da América Latina.
O painel foi concebido em três camadas de concreto superpostas. Na primeira,
em vermelho, a artista reproduziu objetos de pessoas que circularam pela
estação, como serrotes, chaveiros, martelos, sapatos e instrumentos musicais.
A segunda, em branco, tem inspiração abstrata. E a terceira, em amarelo,
remete à literatura de cordel. O painel propõe uma leitura cinematográfica,
em movimento, de quem entra e sai dos trens. Mas, como tem gravações em
baixo e alto-relevo, pode ser lido também por deficientes visuais que
utilizam o sistema de transporte.
ESTAÇÃO DA LUZ - PRAÇA DA LUZ, Nº 1, BAIRRO DA LUZ, SÃO PAULO,
SP, TEL. 0800-550121
Livros
POR ISABEL VIEIRA
livros@isabelvieira.com.br
O repórter Carlos Tramontina no Himalaia, tolerância, crises criativas,
lições de budismo e uma nova beleza são os destaques da edição
Criatividade
nas crises
Nunca o mundo se transformou com tanta rapidez quanto nestas últimas décadas.
Para lidar criativamente com mudanças tão profundas, as empresas podem
buscar inspiração em um conceito desenvolvido pela filosofia chinesa:
aquele que diz que, nas crises, sempre surgem oportunidades para crescer.
Esse raciocínio é desenvolvido pela administradora de empresas Amalia
Sina no livro Crise & Oportunidade - Em chinês e nos negócios
essas duas palavras são uma só (ed. Saraiva, R$ 39). Que
tal aplicar a idéia também à sua vida pessoal?
Apelo
à tolerância
Irshad Manji nasceu na África e foi educada no Canadá, onde vive. Lá,
dá palestras, dirige programas de rádio e televisão e criou um canal para
incentivar jovens a se tornarem cidadãos do mundo. Seu livro Minha
Briga com o Islã (ed. W 11, R$ 32,90) é uma carta aberta
a muçulmanos e a não-muçulmanos. Nele, a ativista sugere uma reforma no
islamismo que dê poder às mulheres, promova o respeito por minorias religiosas
e incentive a livre troca de idéias. O texto é interessante e recheado
de histórias verídicas.
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