Estilo Natural
Edição 20 - Abril/2005
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Do fundo do mar
Uma piscina rasinha para crianças e adultos conhecerem de perto os invertebrados marinhos, como o ouriço e a estrela-do-mar, é a nova atração da área de aquários da Estação Ciência, em São Paulo

Se os adultos se encantam com as belezas do fundo do mar, imagine as crianças! Vertebrados, invertebrados e plantas aquáticas compõem esse rico ecossistema, que possui grande potencial biotecnológico. Por isso, a Estação Ciência, na capital paulista - um centro criado pela Universidade de São Paulo (USP) para popularizar a ciência e promover a educação científica -, desenvolveu uma forma interativa e lúdica de aproximar o homem dos animais marinhos: após percorrer vários aquários na área da Biologia, o público é convidado a participar do Tanque de Toque. Inaugurada em março passado, a nova atividade consiste numa espécie de piscina grande e rasa em que crianças e adultos podem tocar em exemplares de invertebrados marinhos, entre eles esponjas, moluscos, crustáceos e estrelas-do-mar. A equipe de estagiários que monitora as visitas explica que essas criaturas são essenciais para a cadeia alimentar de outros animais, colaborando na produção de alimentos consumidos pelo homem. Quer melhor maneira de mostrar às crianças por que não podemos poluir nossos mares?

ESTAÇÃO CIÊNCIA - RUA GUAICURUS, 1394,
TEL. (11) 3673-7022, SÃO PAULO, SP. 3A A 6A,
DAS 8 H ÀS 18 H; SÁBADOS, DOMINGOS E FERIADOS,
DAS 13 H ÀS 18 H. PREÇO: R$ 2.

Livros
POR ISABEL VIEIRA
livros@isabelvieira.com.br
Leituras que mostram o alcance de uma filosofia de vida, ensinam a fazer as pazes com o relógio e apontam caminhos de autoconhecimento

Diálogo humanista
Como fica a prática budista diante das injustiças que há no Brasil? Como meditar sabendo que existem pessoas nas ruas sem qualquer oportunidade? Questões cruciais foram feitas pelo economista e praticante de ioga e meditação Vitor Caruso Jr. ao Lama Padma Samten (nascido Alfredo Aveline, professor de física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, durante 25 anos). O resultado é O Lama e o Economista - Diálogos sobre Budismo, Economia e Ecologia (ed. Rima, R$ 20), uma conversa reveladora sobre o papel do homem nas teorias econômicas que ele mesmo criou.

Aceitação e paz
"Aceitar o inaceitável é a maior fonte de graças que existe"; "Às vezes, entregarse significa desistir de querer entender e sentir-se bem com o que você não sabe." Ensinamentos curtos e inspiradores como esses - os aforismos, na tradição dos sutras indianos - compõem O Poder do Silêncio, de Eckhart Tolle (Sextante, R$ 19,90), que tem tudo para repetir o sucesso anterior do autor, O poder do Agora. Em vez de ler o livro de ponta a ponta, o ideal é tê-lo sempre à mão e interromper a leitura à vontade, para refletir, aquietar-se e despertar o espírito.

Tempo amigo
Quem nunca se sentiu oprimido pelos implacáveis ponteiros do relógio? O best seller europeu Se tiver pressa, ande devagar, do Dr. Lothar Seiwert (Fundamento, R$ 24,80) ensina: faça do tempo um grande aliado. Respeitado especialista em gerenciamento do tempo na Alemanha, o autor dá um roteiro claro e fácil de seguir, a começar pelo teste para saber qual lóbulo de nosso cérebro é o dominante, o esquerdo ou o direito. Pelo resultado, tem-se um perfil básico de como a pessoa se comporta diante das tarefas a cumprir. Vale aprender.

A meditação certa
Várias culturas e tradições religiosas adotaram práticas meditativas para alcançar o alívio e o autoconhecimento. Para quem está se iniciando, é útil conhecer algumas antes de escolher a mais adequada. Sete Mestres, Um Caminho, de John Selby (Pensamento, R$ 33), apresenta as sete práticas básicas dos mais reverenciados mestres espirituais do mundo: os indianos Patanjali, Buda e Krishnamurti, o chinês Lao Tzu, o judeu Jesus, o árabe Maomé e o russo Gurdjieff. Acompanha o livro um CD com instruções de quatro meditações.

Viagem iluminada
Um poeta americano cético e sensual e um monge chinês idoso se unem numa extraordinária viagem que conduz o leitor de Ossos do Mestre - Um Monge Budista Procura o Coração Perdido da China, de George Crane (ed. Bertrand Brasil, R$ 39), da Mongólia medieval até a Hong Kong de hoje. Tudo começa em 1959, quando o jovem monge Tsung Tsai escapa do Exército Vermelho e atravessa a pé 5 mil quilômetros da China destruída para levar adiante os ensinamentos do mestre Shiuh Deng, que estava velho demais para partir com ele. Quatro décadas depois, Tsung Tsai - agora um mestre - viaja com o amigo Crane de volta à sua terra determinado a achar o túmulo de Shiuh Deng e construir um santuário em sua honra. O comovente relato, com estrutura e linguagem de romance, inclui fotos dos personagens e caminhos percorridos por eles.

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