Estilo Natural
Edição 23 - Agosto/2005
Sumário da Edição
Edições Anteriores
Editorial
Cartas
Pura Essência
Pergunte ao
especialista
Faz bem ou faz mal?
Sabor e saúde
Comida de alma
Laços de família
Beleza natural
Armazém
Atitude solidária
Empório natural
Consciência
Tempo livre
Agenda
Lugares
Fale Conosco
Assine já
Anuncie
Expediente
Para cadastrados
Para assinantes
Na revista impressa




Aprendendo a conviver
  Faça parte da grande rede

POR CARMINHA LEVY*

FOTO: CAIO GUIMARÃESOS POVOS PRIMITIVOS NOS ENSINAM que todos fazemos parte de uma grande rede na qual estamos responsavelmente ligados. Isso significa que as nossas ações, inclusive no que se refere à natureza, retornam para nós. Curioso é que cada vez mais a própria ciência partilha dessa verdade, ancorada nas recentes descobertas da física quântica. Essa realidade - de que estamos todos interligados - nos convida a refletir sobre o nosso papel na sociedade como um todo: desde a comunidade até o núcleo dessa grande rede que é a família. Vale lembrar que os fortes vínculos que unem os homens se manifestam desde a aurora da humanidade, quando os primeiros habitantes humanos da Terra organizavam-se em grupos de forma a juntar forças para conseguir comida, abrigo e lidar com as intempéries do caos primitivo. Era o tempo do matriarcado e coube ao feminino, com sua reconhecida força integrativa, fazer esta liga de união e partilha que deu origem ao conceito primordial de família que temos hoje internalizado. Essa força ancestral gregária se revela muito claramente na necessidade que cada um de nós tem de ser parte de uma tribo - seja ela o par conjugal e os filhos ou grupos religiosos, políticos, esportivos e comunitários. Saber e nos sentir parte de um núcleo básico é definitivo para a formação do nosso caráter e define a forma de nos relacionarmos com o mundo. É no seio da família que construímos, ou não, uma personalidade harmoniosa que determinará o destino de nossa afetividade, auto-estima, ideais, enfim, tudo aquilo que faz de nós quem somos. No caso de uma família disfuncional, todos esses valores se tornam frágeis perante a vida. É necessário repensar a família, resgatando o verdadeiro sentido da integração familiar.

Reconhecer e assumir o próprio papel dentro da família é o primeiro passo para a cidadania

O que unia aqueles primeiros grupos humanos era a cooperação mútua e a divisão das responsabilidades e tarefas. Todos ali eram parte uns dos outros e como resultado tinha-se uma relação ancorada na integração e partilha de todos os eventos calamitosos ou ditosos. Reconhecer e assumir o próprio papel dentro da família é, portanto, o primeiro passo para a cidadania. Cultivar laços saudáveis de família de sangue ou de espírito - os amigos - é fundamental, não apenas para a felicidade dos seus membros, mas também da sociedade, uma vez que são essas mesmas pessoas que fazem o mundo. Sejamos, portanto, não apenas filho, pai ou mãe; e sejamos sim, com entusiasmo, parte dessa grande rede cuja principal teia é o amor.

* Carminha Levy é arte terapeuta, psicóloga junguiana, mestre xamânica, fundadora e presidente da Paz Géia, escola de xamanismo em São Paulo

Faça já sua busca
no site da revista Estilo Natural

Cadastre-se já no boletim da revista Estilo Natural



Copyright © 2007 - Símbolo Comunicação - Direitos reservados
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação sem autorização.