Estilo Natural
Edição 28 - Janeiro/2006
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  Bronzeamento artificial
Os dermatologistas advertem: apesar de deixar a pele dourada por inteiro, a técnica traz sérios danos à saúde

POR ISIS CERCHIARI

UMA PELE MORENA, com cor de saúde e bem-estar. Pois é isto que o bronzeamento artificial promete. Mas por trás da pele dourada, pode se formar algo nada agradável: o câncer. "Os raios emitidos pelas câmaras de bronzeamento fazem mal porque agridem a derme tanto quanto o sol. Uma sessão equivale a um dia inteiro de praia e, por isso, os riscos de câncer são grandes", explica a dermatologista Luciane Scattone, de São Paulo. A luz solar que atinge a superfície terrestre é composta por raios ultravioleta A e B.

Os UVA - cuja incidência é maior - são os responsáveis pelo bronzeamento imediato, ou seja, aquela leve cor que você pega depois de pequena caminhada na praia, por exemplo. Já o UVB é aquele que provoca a sensação de ardência quando ficamos expostas ao sol por muito tempo. As câmaras de bronzeamento artificial são constituídas de uma estrutura de acrílico transparente que permite a passagem da luz gerada por uma série de lâmpadas. Elas emitem uma maior concentração de raios UVA do que UVB, assim como o sol. E é aí que a pele sai prejudicada.

Explica-se: o ultravioleta A atinge a camada mais profunda da pele e sua intensidade de radiação é 700 vezes maior do que a de UVB e, portanto, ele queima a pele sem que a pessoa perceba. O resultado? Envelhecimento precoce, ressecamento, manchas e melanoma, o pior tipo de câncer de pele. "Por isso a maioria dos dermatologistas não recomenda a técnica. Uma única sessão não traz prejuízos, mas submeter-se constantemente a elas pode causar câncer", alerta Luciane. Então, aqui vai a dica: fuja do bronzeamento artificial. Escolha tomar sol. Porém, lembre-se de que protetor solar é fundamental e que o melhor horário para pegar uma corzinha é antes das 10 h e depois 16 h.

Bronzeada sem sol
Outras técnicas como loções autobronzeadoras e bronzeamento a jato são uma boa opção para quem quer ganhar um tom dourado e não tem como pegar sol. Ambas atuam na oxidação das células mais velhas, deixando-as com um tom dourado. Estes métodos não fazem mal algum e o único cuidado que se deve ter é na hora de passar os produtos, porque podem manchar a pele se não forem espalhados uniformemente. Em tempo: evite a exfoliação antes de fazer este tipo de bronzeamento. Ao exfoliar, as células mortas caem e, portanto, o efeito da oxidação é mais leve e o bronzeado menos duradouro.

 

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