A DOR PULSANTE QUE ATACA um só lado da cabeça muitas vezes chega de repente. Em outras, manda um aviso: a chamada aura, uma alteração visual que pode aparecer na forma de pontos escuros, pontos cegos ou visão borrada, permanecendo por alguns minutos. É um prenúncio do mal-estar que costuma se caracterizar por enjôo, vômito, sensibilidade à luz e a cheiros e pela própria dor. O recado é claro: a crise, que pode durar apenas algumas horas ou até três dias, está para chegar. É a enxaqueca, também chamada de migrânea, um dos tipos mais comuns de dor de cabeça, representando 16% dos casos. Perde apenas para a cefaléia tensional, que chega a 24%.
Os fatores que desencadeiam o problema variam muito de pessoa para pessoa. No caso das mulheres, as alterações hormonais que antecedem a menstruação podem ser um fator desencadeante. Os mais comuns, independentemente do sexo, são: pular uma das refeições, dormir demais ou muito pouco, estresse, ruídos altos, alguns cheiros e certos tipos de alimentos, como chocolate, embutidos e comidas gordurosas. A falta de cafeína também pode provocar a crise. Por isso, muitos são acometidos por ela no final da semana, quando passam mais tempo sem o cafezinho.
E não é de se estranhar que os dias de folga sejam alvo da enxaqueca: é quando a pessoa dorme mais e come alimentos deixados de lado durante a semana. Maus hábitos à parte, na grande maioria dos casos - cerca de 75% - a tendência para desenvolver enxaqueca é genética. A doença pode ser explicada como uma espécie de inflamação que atinge as artérias localizadas na parte de fora do crânio. São elas que latejam e doem por conta de um defeito na química do cérebro. É exatamente por isso que a maior parte dos remédios alopáticos usados na prevenção das crises age na química cerebral, como os antidepressivos.
Quando a dor chega, são prescritos ainda antiinflamatórios e analgésicos. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cefaléia, 30 milhões de brasileiros sofrem de enxaqueca e precisam de tratamento. O problema é que, ainda de acordo com os cálculos da instituição, 40% deles tentam se automedicar e não procuram a ajuda de um profissional. É a pior coisa que se pode fazer. O uso constante e indiscriminado de analgésicos piora ainda mais a dor. Mas algumas terapias alternativas funcionam muito bem como prevenção ou mesmo no alívio dos sintomas. Conheça a seguir os benefícios que essas técnicas podem trazer para quem sofre desse mal.

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