Nada se perde
A máxima “tudo se transforma” foi definitivamente incorporada pelos
simpatizantes da moda ecológica. Exemplo disso é a 1001 Retalhos, de
São Paulo, que firmou uma parceria com a empresa Alpargatas para
transformar lonas — usadas para proteger cargas transportadas — em
charmosas bolsas. Já a Refazenda, de Recife, utiliza as sobras das roupas
artesanais que cria para dar vida a novas coleções produzidas com a
técnica de patchwork (composição de retalhos) e detalhes exclusivos.
Engajadas desde que surgiram no mercado, as 2 marcas promovem
mundo afora uma tendência consciente, já que são sucesso em outros
países: exportam para Itália, Holanda, França, Austrália, Portugal e Escócia.
Da passareal para a vida real
A idéia era ser sutil, mas algumas idéias ecologicamente corretas
acabaram roubando a cena na edição outono/inverno 2008 da
São Paulo Fashion Week. O maior evento de moda da América
Latina, que aconteceu em janeiro na capital paulista, trouxe:
1 - Couro vegetal da Amazônia — Os modelos foram lançados
e produzidos pela marca Osklen.
2 - Ecobags para os visitantes — Alguns patrocinadores
distribuíram a sacola da vez em seus lounges e o estilista Mário
Queiroz presenteou seu público com um mimo de lona.
3 - Manifesto antipoluição e pró-reciclagem — A irreverente
Cavalera desfilou suas criações às margens do rio Tietê e
reaproveitou peças de coleções passadas.
4 - Jornal neutro em carbono — A impressão da publicação oficial
do evento, o SPFW Journal, adotou o sistema Carbon Free.
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