Poucas coisas na vida são tão prazerosas quanto a sensação que se espalha dentro de nós quando alcançamos um objetivo ou conseguimos superar um obstáculo que parecia intransponível. Esse misto
de felicidade e satisfação age como um verdadeiro bálsamo para a nossa auto-estima, nos faz sentir úteis, vivos e orgulhosos de nós mesmos.
No entanto, mesmo esse sentimento que parece tão benéfico, exige de nós certa dose de cautela. Isso porque muitas vezes deixamos o orgulho esbarrar na vaidade e acabamos reféns do reconhecimento — nosso e do outro. “Então surge o desejo de se sobressair a qualquer preço”, explica Nivaldo Scrivano, especialista em desenvolvimento de talentos humanos, de São Paulo. É aí que mora o perigo. Quando colocamos o nosso ego em jogo, as chances de frustração são grandes. “É comum que cada pessoase destaque por algo e que às vezes você tenha que admitir que o outro dispõe de melhores ferramentas para chegar a um determinado fim do que você”, completa Scrivano.
Por isso, lidar de forma correta com essa emoção implica em admitir não apenas nossos pontos fortes, mas também as limitações e derrubar as barreiras que nos impedem de pedir auxílio
nesses momentos. Isso não nos faz menos capazes, nem tampouco nos coloca numa situação de dependência perante o outro. “Há um pensamento chinês que diz que sempre que nos comparamos a alguém, saímos prepotentes ou descompensados.
Então o melhor é olhar para o todo e compreender que há muito mais em você do que uma dificuldade ou uma
habilidade isolada. Se desvencilhar do orgulho exagerado é livrar-se do peso da perfeição, que é inalcançável para o ser humano”, conclui o especialista.